Urologia

TUMORES NA GLANDULA SUPRARRENAL

Foto: Banco de Imagens

O que são as glândulas adrenais?

As glândulas adrenais ou suprarrenais são pequenos órgãos localizados imediatamente acima dos rins, responsáveis pela produção de importantes hormônios do nosso corpo, como adrenalina, noradrenalina, cortisol, aldosterona e hormônios androgênicos.

O que são os nódulos adrenais?

Os nódulos adrenais são tumores da glândula suprarrenal geralmente diagnosticados de forma incidental, quando passam a ser chamados de incidentaloma. Esses tumores na maioria das vezes são benignos, e são chamados de adenomas. Por vezes podem ser malignos, são os chamados carcinomas do córtex da glândula suprarrenal.

Como se faz o diagnóstico dos nódulos de suprarrenal?

O exame padrão ouro é a tomografia computadorizada com contraste. Em algumas situações específicas, a ressonância magnética pode também acrescentar informações importantes.

Os exames de imagem são fundamentais para estabelecer a possibilidade da lesão ser benigna ou maligna.

Os tumores benignos da glândula adrenal precisam ser tratados?

Tumores pequenos (adenomas), assintomáticos e não produtores de hormônio, podem ser acompanhados com exames periódicos. Contudo, caso os adenomas sejam produtores de hormônio ou apresentem crescimento maior que 1 cm por ano ou possuam mais do que 4 cm do tamanho total, a remoção laparoscópica do adenoma é o tratamento recomendado.

O nódulo adrenal costuma ser Câncer ?

A maioria dos nódulos adrenais são adenomas, portanto, benigno. Contudo, alguns achados dos exames de imagem podem sugerir neoplasia de origem maligna e desta forma tornam a remoção cirúrgica obrigatória .

O que devo fazer se num exame de ultrassom de rotina for visualizado um nódulo na glândula adrenal?

Você deve se consultar com um urologista ou endocrinologista, afim de promover a investigação adequada desse achado para realizar o seguimentos ou tratamento adequado para o seu caso.

CÂNCER DE RIM – NEFRECTOMIA ROBÓTICA

Foto: Banco de Imagens

Com o advento dos exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética, o diagnóstico incidental do câncer de rim tem aumentado a cada ano e hoje já corresponde a mais de 50% dos casos. É a terceira neoplasia maligna urológica mais comum, costuma acometer mais homens do que mulheres, possui pico de incidência entre 60-70 anos e o seu diagnóstico precoce se associa a elevados índices de cura.

Sempre que possível, a nefrectomia parcial (retirada do tumor preservando parte do rim) é o tratamento ideal, uma vez que proporciona a cura e ajuda na preservação da função renal. A cirurgia pode também ser realizada por via convencional, laparoscópica ou robótica. A cirurgia aberta é cada vez menos utilizada, sendo as técnicas minimamente invasivas as preferenciais por se associarem a menores taxas de sangramento, recuperação mais rápida e iguais índices de cura.

Como é realizada a cirurgia de Nefrectomia Parcial?

A nefrectomia parcial pode ser realizada por via convencional (cirurgia aberta) ou minimamente invasiva (laparoscópica ou robótica). A escolha de qual técnica utilizar vai depender do tamanho do tumor renal, da sua localização e da experiência do cirurgião com a técnica escolhida.

Para remoção do tumor o fluxo sanguíneo ao rim é cortado, idealmente por no máximo 25 minutos. Esse tempo deve ser o suficiente para remoção total do tumor e síntese (costura) da ferida renal que existe após a retirada do tumor.

Para quais casos é indicada?

Classicamente a cirurgia está indicada para tumores de até 4 cm de diâmetro. Contudo, para cirurgiões experientes e bem treinados, a depender da localização do tumor. Tumores maiores podem ser tratados por nefrectomia parcial.

Quanto tempo dura em média a nefrectomia parcial laparoscópica?

O tempo do ato cirúrgico depende de muitas variáveis, mas em geral leva de 1 a 2 horas de duração.

Qual o tempo de recuperação? E quais cuidados devem ser tomados?

Para cirurgias minimamente invasivas (laparoscópica e robótica) a recuperação é muito rápida. O paciente recebe alta hospitalar de 24 a 48 horas após o procedimento e é liberado para caminhar e se alimentar desde o pós-operatório imediato. Atividade físicas como academia e corrida, estão liberadas a partir do 30 PO quando a cirurgia for laparoscópica ou robótica.

Quais são os riscos e os benefícios de uma nefrectomia parcial?

O benefício reside no fato de se tratar um tumor (na maioria das vezes maligno), obter-se a cura e ainda preservar boa parte do rim. Os riscos principais são: sangramento, fistula urinária e recidiva do tumor. Vale ressaltar que a taxa global dessas complicações varia de acordo com o caso, mas em geral é inferior a 3%.

O paciente, após a cirurgia de nefrectomia parcial, corre o risco de fazer hemodiálise?

Um dos objetivos de se tirar parcialmente o rim e não o rim inteiro, é reduzir esse risco. Teoricamente, tendo-se um rim normal e preservando-se parte do rim que estava doente, esse risco é reduzido consideravelmente.

Em um cenário ideal, quando devo escolher a via aberta, laparoscópica ou robótica?

A via de acesso sempre irá depender da experiência do cirurgião. O mais importante é realizar um ato cirúrgico com segurança. Contudo, já é consenso que as vias laparoscópica e robótica, claramente se associam a menores taxas de sangramento, menos dor e recuperação muito mais rápida. De maneira geral a nefrectomia parcial aberta só é utilizada em casos muito complexos, em pacientes com múltiplas cirurgias prévias e grandes massas tumorais endofídicas, mas entendo que em mais experientes, as vias de acesso minimamente invasivas devem sempre ser tentadas. O fator limitante da cirurgia robótica ainda é o custo e a falta dessa ferramenta de trabalho em muitas cidades do Brasil, como é o caso de Salvador. Eu, particularmente, guardo a indicação da via robótica para casos muito complexos de tumores posteriores e em polo superior, onde o robô com a visão 3D pode proporcionar teoricamente maior facilidade para realização da cirurgia. Contudo, é importante salientar, que a nefrectomia parcial laparoscópica realizada por um urologista bem treinado, possui resultados excelentes e ainda é considera o padrão ouro em muitos centros.

Câncer de próstata

Foto: Por Desconhecido -National Cancer Institute, AV Number: CDR462221, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=5581217

Próstata é uma glândula localizada na região pélvica masculina que possui o tamanho de uma noz (aproximadamente 20 gramas em homens jovens) e é responsável por produzir a maior parte do sêmen, líquido que é responsável por nutrir e proteger espermatozoides.

Idade (principalmente homens com mais de 50 anos), etnia (negros), hereditariedade (história familiar) e obesidade, são fatores claramente já associados ao desenvolvimento do câncer de próstata.

O câncer de próstata é uma condição silenciosa na esmagadora maioria dos casos, motivo pelo qual a realização da dosagem do PSA e exame físico através do toque retal, a partir dos 50 anos, é ainda a melhor forma de se realizar o diagnóstico precoce dessa doença. Quando a doença é diagnosticada em fase avançada, sintomas como dificuldade para urinar, hematúria (sangramento na urina) e dores ósseas, podem acontecer. O diagnóstico precoce é fundamental e se associa a elevadas taxas de cura.

O PSA e toque retal servem como screening (triagem) para o câncer de próstata, e de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia deve ser realizado para todos os homens com mais de 50 anos, anualmente, ou, a partir dos 45 anos para pacientes negros ou com história familiar de câncer de próstata. O uso da ressonância magnética pode ser muito útil para investigação dessa patologia, porém, a biópsia prostática guiada por ultrassom ainda é considerada o exame padrão ouro para realização do diagnóstico.

Uma vez diagnosticado, o câncer de próstata possui inúmeras formas de tratamento, sendo a cirurgia radical (prostatectomia radical), considerada o padrão ouro para as doenças localizadas.

A prostatectomia radical pode ser realizada por via aberta, laparoscópica e robótica.

Câncer de bexiga

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O câncer da bexiga, também chamado de Carcinoma Urotelial, é a segunda neoplasia maligna urológica mais comum. Costuma acometer principalmente pacientes tabagistas, com mais de 65 anos de idade e costuma se manifestar através de hematúria macroscópica indolor (sangramento vivo na urina).

O tratamento do câncer de bexiga é complexo e envolve desde ressecções endoscópicas (RTU), uso de BCG intra vesical e até a retirada radical da bexiga. Assim como no câncer de próstata, a retirada radical da bexiga pode ser realizada por cirurgia aberta convencional, laparoscopia e cirurgia robótica.

Cirurgias reconstrutivas do ureter

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Algumas doenças urológicas podem afetar o ureter de maneira definitiva, levando ao procedimento chamado Cirurgia Reconstrutiva da Uretra. Através desse tipo de cirurgia os órgãos lesionados são substituídos ou reparados a fim de evitar infecções urinárias e manter a função urinária.

O sucesso do procedimento depende da avaliação médica do urologista que está habilitado a escolher a técnica que melhor se encaixar no quadro. Neste contexto a cirurgia robótica vem sendo cada vez mais utilizada.