Oncologia

Câncer de endométrio

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Um tipo de tumor que cresce na camada interna do útero, mas pode infiltrar toda a sua parede e também se disseminar pelos gânglios linfáticos que ficam ao longo de grandes vasos sanguíneos do abdômen.

O tratamento desse tumor compreende a retirada do útero, trompas e ovários, assim como a remoção desses gânglios. O acesso a esses gânglios é facilitado pela cirurgia robótica, e com a utilização de movimentos mais delicados e precisos consegue-se uma menor taxa de conversão da cirurgia para a via aberta. Além disso, muitos desses pacientes são obesos, e também nesse cenário a robótica se torna vantajosa facilitando o acesso.

O resultado de uma via minimamente invasiva com cortes bem menores, trauma cirúrgico atenuado e delicadeza na manipulação dos tecidos é uma recuperação pós-operatória mais rápida, menor sangramento durante a cirurgia e menores índices de complicações.

Câncer de ovário

Foto: Banco de Imagens

O câncer de ovário é um tumor que incide mais em mulheres acima dos 50 anos, não apresenta sintomas nos estágios iniciais e não tem método efetivo para rastreamento.

Os ovários são órgãos produtores de hormônios e responsáveis pela ovulação. Após a menopausa, acabam por atrofiar.

A presença de um nódulo ou massa na região dos ovários, trompas ou para-uterina merecem investigação pela suspeita de um câncer de ovário.

O que pode detectar essa alteração é o ultrassom abdominal ou pélvico/transvaginal, mas a ressonância magnética consegue dar detalhes mais precisos sobre essa alteração.

Alguns exames de sangue como o CA125 podem sugerir a presença de um tumor de ovário maligno.

O diagnóstico só é firmado com a retirada do mesmo e análise pelo médico patologista.

Quando da sua confirmação, o tratamento via de regra é composto de cirurgia e quimioterapia.

A cirurgia consiste na retirada do útero, trompas e ovários, além do omento, uma gordura abdominal que temos abaixo do estômago, e dos gânglios que fazem a drenagem da região uterina e ao longo dos grandes vasos (aorta e cava).

O tumor de ovário tem uma característica muito peculiar que é a disseminação pelo peritônio, película que recobre os órgãos e a parede abdominal internamente. E durante a cirurgia esses implantes são também removidos com intuito de remover o máximo de doença possível.

A quimioterapia é indicada na maioria dos casos de câncer de ovário com intuito de reduzir a doença, quando está em estágios mais avançados, aumentando a chance de uma cirurgia completa. E também é realizada após a cirurgia para eliminar as células invisíveis a olho do cirurgião ou que estão circulantes no corpo, diminuindo assim as chances do reaparecimento da doença.

Câncer de colo uterino

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Lesões pré-cancerígenas do colo do útero

As células na zona de transição não se transformam repentinamente em câncer. Primeiramente, as células normais do colo do útero sofrem gradualmente alterações anormais chamadas de lesões pré-cancerígenas. Os médicos usam vários termos para descrever essas alterações pré-cancerígenas, incluindo neoplasia intraepitelial de colo do útero (NIC), lesão intraepitelial espinocelular e displasia.

Neoplasia intraepitelial do colo do útero

Quando os pré-cânceres são identificados em laboratório, são classificados em uma escala que varia de 1 a 3, com base na quantidade de tecido anormal encontrado:

NIC1 (displasia leve ou SIL de baixo grau), pouco tecido parece anormal e é considerado a lesão pré-cancerígena menos grave do colo do útero.

NIC2 ou NIC3 (displasia moderada/grave ou lesão intraepitelial espinocelular de alto grau), mais tecido aparece anormal; lesão intraepitelial espinocelular de alto grau é a lesão pré-cancerígena mais grave.

Embora o câncer de colo do útero se origina nas células com alterações pré-cancerígenas, apenas algumas mulheres com câncer de colo do útero desenvolverão a doença. Para a maioria das mulheres, as células pré-cancerígenas desaparecem sem nenhum tratamento. Mas, em algumas mulheres, os pré-cânceres se tornam invasivos. O tratamento de lesões pré-cancerígenas pode prevenir quase todos os cânceres de colo do útero.

As lesões pré-cancerígenas podem ser diagnosticadas realizando o exame de Papanicolaou e posteriormente tratadas para impedir o desenvolvimento de um câncer.

Tipos de câncer de colo do útero

Os principais tipos de câncer de colo do útero são o carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma.

90% dos cânceres de colo do útero são de carcinomas espinocelulares. Esses cânceres se desenvolvem a partir de células do exocervice e as células cancerígenas têm características de células escamosas sob o microscópio.

A maioria dos outros tipos de câncer colo do útero são adenocarcinomas. São tumores que se desenvolvem a partir de células das glândulas. O adenocarcinoma de colo do útero se desenvolve a partir das células glandulares produtoras de muco do endocervice.

Com menos frequência estão os cânceres do colo do útero que têm características comuns aos carcinomas espinocelulares e adenocarcinomas, são os denominados carcinomas adenoescamosos ou carcinomas mistos.

Embora quase todos os cânceres de colo do útero sejam ou carcinomas espinocelulares ou adenocarcinomas, outros tipos de câncer também pode se desenvolver no colo do útero. Por exemplo, melanoma, sarcoma e linfoma, que ocorrem mais frequentemente em outras partes do organismo.

Fonte: American Cancer Society (03/01/2020)

Câncer de estômago

Foto: Por http://web2.airmail.net/uthman/specimens/index.html, Domínio público, 

O câncer de estômago é o câncer que se desenvolve no revestimento do estômago. Os sintomas iniciais podem incluir azia, dor na parte superior do abdômen, náuseas e perda de apetite. Os sinais e sintomas das fases mais avançadas incluem, entre outros, perda de peso, pele e olhos amarelados, vômitos, dificuldade ao engolir e sangue nas fezes. O câncer pode-se espalhar do estômago para outras partes do corpo, principalmente para o fígado, pulmões, ossos, revestimento do abdômen e gânglios linfáticos.

A causa mais comum de câncer do estômago é a infecção pela bactéria Helicobacter pylori, responsável por 60% dos casos. Alguns tipos de Helicobacter pylori apresentam maior risco do que outros. Entre outras causas comuns estão o consumo de picles e o tabagismo. Cerca de 10% dos casos são familiares e entre 1 e 3% dos casos devem-se a síndromes genéticas herdados dos pais. A maior parte dos casos de câncer do estômago são carcinomas gástricos. Este tipo pode ser dividido em vários subtipos. No estômago podem também desenvolver-se linfomas e tumores mesenquimais. Na maior parte dos casos, o câncer do estômago desenvolve-se em estádios ao longo de anos. O diagnóstico é geralmente realizado por biópsia de uma amostra recolhida por endoscopia. Posteriormente, a imagiologia médica permite determinar se a doença se espalhou para outras partes do corpo.

Fonte: Wikipédia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro_do_est%C3%B4mago

Câncer de pâncreas

Foto: Banco de Imagens

O câncer do pâncreas surge quando as células do pâncreas, um órgão glandular atrás do estômago, começam a se multiplicar de forma descontrolada e formam um tumor. Estas células cancerígenas têm a capacidade de invadir outras partes do corpo. Existem diversos tipos de câncer do pâncreas. O mais comum, adenocarcinoma pancreático, corresponde a aproximadamente 85% dos casos e em muitas situações o termo “câncer do pâncreas” é usado para designar apenas este tipo. Estes adenocarcinomas começam-se a formar na parte do pâncreas que produz as enzimas digestivas. A partir destas células podem também surgir vários outros tipos de câncer, que no conjunto representam a maioria dos não-adenocarcinomas.

Um a dois em cada 100 casos de câncer do pâncreas são tumores neuroendócrinos que se formam a partir das células do pâncreas produtoras de hormônios. Este tipo é geralmente menos agressivo que o adenocarcinoma pancreático.

Entre os sintomas mais comuns de câncer pancreático estão a coloração amarelada da pele, dores abdominais e nas costas, perda de peso inexplicável, fezes de coloração clara, urina escura e perda de apetite. Geralmente os sintomas não se manifestam durante as primeiras fases da doença e os sintomas que são suficientemente específicos para suspeitar de câncer pancreático só se manifestam quando a doença já se encontra num estágio avançado. Em muitos casos, no momento do diagnóstico o câncer já se disseminou para outras partes do corpo.

O câncer do pâncreas raramente ocorre antes dos 40 anos de idade e mais de metade dos casos de adenocarcinoma pancreático ocorrem em pessoas com mais de 70. Entre os fatores de risco para a doença estão o tabagismo, obesidade, diabetes e determinadas condições genéticas raras. Mais de um quarto dos casos estão relacionados com o fumo do tabaco e 5–10% estão associados a genes hereditários. O câncer pancreático é geralmente diagnosticado com recurso a um conjunto de técnicas de imagiologia médica, como ecografia ou tomografia computadorizada, análises de sangue e biópsia de amostras de tecido. A doença divide-se em estágios, desde o estágio I até ao estágio IV. 

Fonte: Wikipédia. https://pt.wikipedia.org/wiki/Cancro_do_p%C3%A2ncreas

Câncer no fígado

Foto: Banco de Imagens

Câncer de fígado é o câncer com origem no fígado. O câncer no fígado com origem noutra parte do corpo (secundário), denomina-se doença metastática do fígado. As metástases de outros cânceres no fígado são mais comuns do que o próprio câncer do fígado. Os sintomas mais comuns de câncer no fígado são um nódulo ou dor no lado direito do corpo por baixo da caixa torácica, inflamação do abdômen, pele amarelada, facilidade em contrair lesões, perda de peso e fraqueza.

A principal causa de câncer no fígado é a cirrose causada por hepatite B, hepatite C ou consumo de álcool. Entre outras possíveis causas estão a aflatoxina, doença hepática gordurosa não alcoólica e parasitas do fígado. Os tipos mais comuns são o hepatocarcinoma (80% dos casos) e o colangiocarcinoma. Os tipos menos comuns incluem a neoplasia cística mucinosa do pâncreas e a neoplasia intraductal papilar do ducto biliar. O diagnóstico pode ser apoiado por análises ao sangue e imagiologia médica e confirmado por biópsia.

Fonte: Wikipédia. https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ncer_de_f%C3%ADgado

Tumores Neuroendócrinos

Os tumores neuroendócrinos podem se originar de diversas partes do nosso corpo, como nos pulmões, estômago, pâncreas e intestino. No entanto, é mais comum neste último, quando pode apresentar-se como uma tumoração localizada, podendo causar ou não sintomas (ex: anemia, dor na barriga ou alteração do funcionamento do intestino), ou já disseminada para os gânglios ou outros órgãos, principalmente o fígado.
 
Quando existem metástases nesse órgão, o paciente pode apresentar outros sintomas, como episódios de vermelhidão principalmente na face, sibilos (chiado no peito) e diarréia. Para a suspeição correta desse diagnóstico e sua investigação é muito importante a avaliação de um especialista (Cirurgião Oncológico ou Oncologista Clínico), que irá solicitar diversos exames a depender de cada caso e localização, como exames de sangue específicos (marcadores tumorais), endoscopias, tomografias, ressonâncias ou até cintilografias.
 
O tratamento pode ser feito tanto por endoscopia, como por cirurgia ou até por medicações, a depender da localização e grau de agressividade e avanço do tumor.

Sarcomas

Os sarcomas são tumores malignos raros que se originam de tecidos chamados conjuntivos, como por exemplo: gordura, músculo, ossos ou tendões. E são diferentes dos tumores benignos como lipomas e miomas, pois estes não se disseminam para outros órgãos.

Os sarcomas podem ocorrer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas pernas, coxas e braços. Deve ser suspeitado pelo crescimento de uma massa no corpo,geralmente indolor, e que acaba por modificar a anatomia normal da região. O paciente, ao se deparar com essa alteração, deve suspeitar de um sarcoma e procurar o médico especialista (Cirurgião Oncológico) que fará desde o diagnóstico ao tratamento.
 
É fundamental que se faça uma biópsia para se confirmar o caráter maligno, e o local onde é feito a biópsia faz muita diferença no tratamento, que tem o seu pilar na cirurgia com retirada de todo o tumor com margens de segurança, o que as vezes causa um defeito estético e/ou funcional, que também deve ser corrigido. Mas, algumas vezes, é necessário a complementação do tratamento com radioterapia ou quimioterapia. E em situações de tumores muito grandes ou em localizações de maior risco de sequelas, pode-se começar o tratamento com a rádio e/ou quimioterapia e só depois operar, com o objetivo de reduzir o tumor e facilitar sua retirada.