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CÂNCER DE OVÁRIO – SETEMBRO É O MÊS DA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE OS TUMORES GINECOLÓGICOS

O mês de setembro destaca-se por abordar diversas campanhas relacionadas à saúde, dentre elas está um assunto de grande importância para o público feminino – os tumores ginecológicos. O câncer de ovário é um dos mais desafiadores pela sua natureza e forma silenciosa como se apresenta. É o sétimo tipo de tumor que mais aparece nas mulheres, sobretudo a partir dos 50 anos de idade. Para o ano de 2020, estima-se o aparecimento de 6.650 novos casos no Brasil. Como não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o diagnóstico costuma ser tardio – cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada, o que explica o fato do tratamento ser composto, via de regra, por cirurgia e quimioterapia.

De acordo com o cirurgião oncológico André Bouzas, diretor do núcleo de cirurgia oncológica do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), “diferente do câncer de mama ou do câncer de colo de útero, não existe exame de rastreamento eficaz que consiga identificar o câncer de ovário em um momento inicial. Como em geral os sintomas são inespecíficos, a maioria das pacientes acaba sendo diagnosticada quando a doença já está mais avançada, o que inevitavelmente nos conduz a uma combinação de cirurgia e quimioterapia”, resume.

Ainda segundo o cirurgião, o procedimento básico de diagnóstico do câncer de ovário é a cirurgia com remoção da lesão principal ou algum implante, que pode ser realizada por via laparoscópica. Após o diagnóstico confirmado, para o estadiamento e tratamento completo dessa doença, se faz necessária a remoção dos dois ovários e trompas, útero, gânglios linfáticos e do omento (tecido gorduroso que recobre uma parte do intestino grosso), habitualmente realizada por via aberta, mas nos estágios iniciais pode ser realizada também pela via minimamente invasiva.

“Muitos centros de referência que vinham usando a laparoscopia nesses casos, com o advento da cirurgia robótica, começaram também a realizar a cirurgia por essa via. A cirurgia robótica traz vantagens como menor sangramento, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida da paciente, além de proporcionar ao médico uma visão tridimensional do campo operatório, o que traz maior precisão dos movimentos e menores taxas de conversão para a via aberta”, detalha o especialista.

Contudo, nos casos de doença mais avançada, pode ser necessária a retirada dos implantes peritoneais e de outros órgãos, como segmentos do intestino. É a chamada citorredução, cujo objetivo é que no final da cirurgia não haja doença visível. E, para combater resquícios “invisíveis” da doença, na maioria dos casos, a paciente também faz quimioterapia.

Sobre a doença – Os ovários são órgãos produtores de hormônios e responsáveis pela ovulação. Após a menopausa, eles costumam atrofiar. Portanto, quando se identifica um nódulo ou uma massa no ovário dessas pacientes, uma investigação se faz necessária, pela suspeita de um câncer de ovário. O que pode detectar essa alteração é o ultrassom abdominal ou pélvico/transvaginal, mas a ressonância magnética é mais específica fornecendo mais detalhes sobre essa alteração. Alguns exames de sangue como o CA 125 podem sugerir a presença de um tumor de ovário maligno. “O diagnóstico só é confirmado com a retirada do tumor ou de uma parte dele e de sua análise pelo médico patologista”, explica André Bouzas.

O especialista acrescenta que o tumor de ovário tem uma característica muito peculiar, que é a disseminação pelo peritônio, película que recobre os órgãos e a parede abdominal internamente. “Durante a cirurgia, esses implantes são também removidos”, detalha. A quimioterapia é indicada na maioria dos casos de câncer de ovário. Pode ser de caráter adjuvante, ou seja, evitando que o tumor volte após uma cirurgia, ou com o intuito de reduzir a doença, quando está em estágios mais avançados, aumentando a chance de uma cirurgia completa.

Vale destacar que cistos simples no ovário não costumam ter nenhuma relação com câncer de ovário. Cistos são pequenas bolsas que contêm líquido, nem sempre causam sintomas e na maioria das vezes fazem parte da ovulação e desaparecem sozinhos. No entanto, quando são grandes ou têm características suspeitas, exigem cirurgia para esclarecer a dúvida.

Fonte: https://farolnews.com.br/cancer-de-ovario-setembro-e-o-mes-da-conscientizacao-sobre-os-tumores-ginecologicos/

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SETEMBRO É O MÊS DA CONSCIENTIZAÇÃO DOS TUMORES GINECOLÓGICOS

O câncer de ovário é um tumor silencioso, tem no seu diagnóstico um desafio, e na cirurgia associada à quimioterapia o seu tratamento

O mês de setembro destaca-se por abordar diversas campanhas relacionadas à saúde, dentre elas está um assunto de grande importância para o público feminino – os tumores ginecológicos. O câncer de ovário é um dos mais desafiadores pela sua natureza e forma silenciosa como se apresenta. É o sétimo tipo de tumor que mais aparece nas mulheres, sobretudo a partir dos 50 anos de idade. Para o ano de 2020, estima-se o aparecimento de 6.650 novos casos no Brasil. Como não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o diagnóstico costuma ser tardio – cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada, o que explica o fato do tratamento ser composto, via de regra, por cirurgia e quimioterapia.

De acordo com o cirurgião oncológico André Bouzas, diretor do núcleo de cirurgia oncológica do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), “diferente do câncer de mama ou do câncer de colo de útero, não existe exame de rastreamento eficaz que consiga identificar o câncer de ovário em um momento inicial. Como em geral os sintomas são inespecíficos, a maioria das pacientes acaba sendo diagnosticada quando a doença já está mais avançada, o que inevitavelmente nos conduz a uma combinação de cirurgia e quimioterapia”, resume.

Ainda segundo o cirurgião, o procedimento básico de diagnóstico do câncer de ovário é a cirurgia com remoção da lesão principal ou algum implante, que pode ser realizada por via laparoscópica. Após o diagnóstico confirmado, para o estadiamento e tratamento completo dessa doença, se faz necessária a remoção dos dois ovários e trompas, útero, gânglios linfáticos e do omento (tecido gorduroso que recobre uma parte do intestino grosso), habitualmente realizada por via aberta, mas nos estágios iniciais pode ser realizada também pela via minimamente invasiva.

“Muitos centros de referência que vinham usando a laparoscopia nesses casos, com o advento da cirurgia robótica, começaram também a realizar a cirurgia por essa via. A cirurgia robótica traz vantagens como menor sangramento, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida da paciente, além de proporcionar ao médico uma visão tridimensional do campo operatório, o que traz maior precisão dos movimentos e menores taxas de conversão para a via aberta”, detalha o especialista.

Contudo, nos casos de doença mais avançada, pode ser necessária a retirada dos implantes peritoneais e de outros órgãos, como segmentos do intestino. É a chamada citorredução, cujo objetivo é que no final da cirurgia não haja doença visível. E, para combater resquícios “invisíveis” da doença, na maioria dos casos, a paciente também faz quimioterapia.

Sobre a doença – Os ovários são órgãos produtores de hormônios e responsáveis pela ovulação. Após a menopausa, eles costumam atrofiar. Portanto, quando se identifica um nódulo ou uma massa no ovário dessas pacientes, uma investigação se faz necessária, pela suspeita de um câncer de ovário. O que pode detectar essa alteração é o ultrassom abdominal ou pélvico/transvaginal, mas a ressonância magnética é mais específica fornecendo mais detalhes sobre essa alteração. Alguns exames de sangue como o CA 125 podem sugerir a presença de um tumor de ovário maligno. “O diagnóstico só é confirmado com a retirada do tumor ou de uma parte dele e de sua análise pelo médico patologista”, explica André Bouzas.

O especialista acrescenta que o tumor de ovário tem uma característica muito peculiar, que é a disseminação pelo peritônio, película que recobre os órgãos e a parede abdominal internamente. “Durante a cirurgia, esses implantes são também removidos”, detalha. A quimioterapia é indicada na maioria dos casos de câncer de ovário. Pode ser de caráter adjuvante, ou seja, evitando que o tumor volte após uma cirurgia, ou com o intuito de reduzir a doença, quando está em estágios mais avançados, aumentando a chance de uma cirurgia completa.

Vale destacar que cistos simples no ovário não costumam ter nenhuma relação com câncer de ovário. Cistos são pequenas bolsas que contêm líquido, nem sempre causam sintomas e na maioria das vezes fazem parte da ovulação e desaparecem sozinhos. No entanto, quando são grandes ou têm características suspeitas, exigem cirurgia para esclarecer a dúvida.

Fonte: Ascom/Cinthya Brandão

Fonte: http://baianafm.com.br/107350/setembro-e-o-mes-da-conscientizacao-dos-tumores-ginecologicos/

Dr.-Ramon-Mendes

Paciente com câncer de intestino luta pela vida

Setembro Verde alerta para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença

A técnica de segurança Zelma de Brito Rabelo (46) morava em Paulo Afonso, mas há um ano e meio se mudou para Salvador a fim de tratar um câncer de intestino. Em sua cidade de origem, localizada a cerca de 430 quilômetros da capital, a partir de um sintoma inusitado – perda de água pelo reto – ela procurou ajuda. Na ocasião, os médicos disseram que se tratava de uma irritação do intestino e gordura no fígado. Porém, mesmo tomando as medicações indicadas para esses problemas, ela começou a ter sangramentos, febre e falta de apetite. Diante do quadro, ela veio à Salvador para investigar o que estava acontecendo e acabou descobrindo que estava com câncer de intestino (colorretal).

A paciente teve um choque tão grande diante do diagnóstico que acabou entrando em depressão profunda. “Antes de fazer uma besteira, pensei em Deus, na minha família, nos meus filhos – inclusive um deles é autista e precisa especialmente de mim e, a partir daí, decidi lutar contra a doença. Fiz quimio e radioterapia, passei por uma cirurgia e sigo me cuidando. Hoje, algumas pessoas me perguntam para onde vou tão arrumada e maquiada, parecendo que vou para uma festa, e eu respondo: vou para minha consulta médica! Desistir não faz mais parte dos meus planos, pois a última palavra vem de Deus. Enquanto há vida, há esperança”, relatou.

Segundo o coloproctologista e cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR) Ramon Mendes, que operou Zelma Rabelo, o câncer colorretal abrange os tumores que se iniciam nas partes do intestino chamadas de cólon e reto. É o terceiro tipo mais comum de câncer em homens no mundo e o segundo em mulheres. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 40.990 casos, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com a doença têm mais de 50 anos de idade.

Prevenção – A campanha “Setembro Verde”, realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, alerta que este tipo de câncer é tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente e quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Além disso, chama a atenção para o fato de que a manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física e a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino, assim como não fumar e não se expor ao tabagismo (fumantes passivos).

Grande parte dos tumores colorretais se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. “Entre os principais fatores de risco estão dieta rica em carne vermelha e gorduras e pobre em verduras, legumes e frutas; consumo frequente de álcool; tabagismo; doença inflamatória intestinal; obesidade e sedentarismo; histórico familiar da doença; predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e idade avançada”, elencou o cirurgião do IBCR.

Rastreamento – Como em alguns casos o câncer colorretal não apresenta sintomas, é recomendado fazer o rastreamento através do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos ou, algumas vezes precocemente, caso haja histórico familiar ou comportamento de risco. Quando há sintomas, os mais comuns são diarreia frequente ou constipação, mudança no ritmo intestinal e no formato da fezes, presença de muco e sangue nas fezes, dor abdominal, anemia e perda inexplicada de peso. A doença tem quatro estágios, sendo que a sobrevida em cinco anos é de 75% para diagnósticos no estágio I e apenas 5% para cânceres diagnosticados no estágio IV – daí a importância do diagnóstico precoce.

Tratamento – O único tratamento que cura esse tipo de câncer é o cirúrgico. Nos casos do câncer de cólon, o tratamento consiste em retirar o tumor, os vasos que nutrem o tumor e os linfonodos na raiz dos vasos (mesentério). Nos casos de câncer do reto, os principais tratamentos são a ressecção do mesorreto, envolvendo ou não os músculos do assoalho pélvico. Em alguns casos, pode ser feita a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, para reduzir o tamanho da massa tumoral e assegurar a preservação do esfíncter, poupando o paciente da chamada colostomia definitiva.

O câncer colorretal pode ser operado por via laparoscópica, que é uma forma minimamente invasiva. “Cada vez mais, porém, percebemos que a plataforma robótica se apresenta como a opção com o maior número de benefícios associados no tratamento do câncer intestinal”, frisou Ramon Mendes, que realizou a primeira cirurgia robótica para tratamento de câncer de intestino na Bahia. A indicação da técnica para o tratamento desse tipo de tumor tem sido recorrente nos locais que contam com o robô há mais tempo. Sobretudo em situações de maior complexidade, como nos pacientes obesos e com sobrepeso e nos tumores do reto, o robô traz vantagens como a preservação dos nervos genitais e urinários. As únicas plataformas robóticas existentes no estado chegaram à Bahia no ano passado – a primeira no Hospital Santa Izabel (HSI) e a segunda no São Rafael (HSR).

A técnica robótica é uma alternativa muito mais precisa para retirada do câncer colorretal. “Podemos utilizá-las para os mesmos casos em que usamos a videolaparoscopia, com todas as vantagens da cirurgia robótica agregadas: visão tridimensional e mais nítida dão maior precisão durante o procedimento que, em geral, apresenta menos riscos de complicações e sangramentos, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente”, resumiu Ramon Mendes, que é chefe do serviço de coloproctologia do Hospital Santa Izabel, coordenador da especialidade do Hospital Cardio Pulmonar e preceptor da residência de coloproctologia do Hospital Roberto Santos.

Fontes:
https://www.midianoticias.com.br/2020/09/paciente-com-cancer-de-intestino-luta.html
https://www.digabahia.com.br/paciente-com-cancer-de-intestino-luta-pela-vida/

Dr.-Ramon-Mendes

Paciente com câncer de intestino luta pela vida

A técnica de segurança Zelma de Brito Rabelo (46) morava em Paulo Afonso, mas há um ano e meio se mudou para Salvador a fim de tratar um câncer de intestino. Em sua cidade de origem, localizada a cerca de 430 quilômetros da capital, a partir de um sintoma inusitado – perda de água pelo reto – ela procurou ajuda. Na ocasião, os médicos disseram que se tratava de uma irritação do intestino e gordura no fígado. Porém, mesmo tomando as medicações indicadas para esses problemas, ela começou a ter sangramentos, febre e falta de apetite. Diante do quadro, ela veio à Salvador para investigar o que estava acontecendo e acabou descobrindo que estava com câncer de intestino (colorretal).

A paciente teve um choque tão grande diante do diagnóstico que acabou entrando em depressão profunda. “Antes de fazer uma besteira, pensei em Deus, na minha família, nos meus filhos – inclusive um deles é autista e precisa especialmente de mim e, a partir daí, decidi lutar contra a doença. Fiz quimio e radioterapia, passei por uma cirurgia e sigo me cuidando. Hoje, algumas pessoas me perguntam para onde vou tão arrumada e maquiada, parecendo que vou para uma festa, e eu respondo: vou para minha consulta médica! Desistir não faz mais parte dos meus planos, pois a última palavra vem de Deus. Enquanto há vida, há esperança”, relatou.

Segundo o coloproctologista e cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR) Ramon Mendes, que operou Zelma Rabelo, o câncer colorretal abrange os tumores que se iniciam nas partes do intestino chamadas de cólon e reto. É o terceiro tipo mais comum de câncer em homens no mundo e o segundo em mulheres. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 40.990 casos, sendo 20.520 em homens e 20.470 em mulheres. Cerca de 70% dos pacientes diagnosticados com a doença têm mais de 50 anos de idade.

Prevenção – A campanha “Setembro Verde”, realizada pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, alerta que este tipo de câncer é tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente e quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Além disso, chama a atenção para o fato de que a manutenção do peso corporal adequado, a prática de atividade física e a alimentação saudável são fundamentais para a prevenção do câncer de intestino, assim como não fumar e não se expor ao tabagismo (fumantes passivos).

Grande parte dos tumores colorretais se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. “Entre os principais fatores de risco estão dieta rica em carne vermelha e gorduras e pobre em verduras, legumes e frutas; consumo frequente de álcool; tabagismo; doença inflamatória intestinal; obesidade e sedentarismo; histórico familiar da doença; predisposição genética ao desenvolvimento de doenças crônicas do intestino e idade avançada”, elencou o cirurgião do IBCR.

Rastreamento – Como em alguns casos o câncer colorretal não apresenta sintomas, é recomendado fazer o rastreamento através do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos ou, algumas vezes precocemente, caso haja histórico familiar ou comportamento de risco. Quando há sintomas, os mais comuns são diarreia frequente ou constipação, mudança no ritmo intestinal e no formato da fezes, presença de muco e sangue nas fezes, dor abdominal, anemia e perda inexplicada de peso. A doença tem quatro estágios, sendo que a sobrevida em cinco anos é de 75% para diagnósticos no estágio I e apenas 5% para cânceres diagnosticados no estágio IV – daí a importância do diagnóstico precoce.

Tratamento – O único tratamento que cura esse tipo de câncer é o cirúrgico. Nos casos do câncer de cólon, o tratamento consiste em retirar o tumor, os vasos que nutrem o tumor e os linfonodos na raiz dos vasos (mesentério). Nos casos de câncer do reto, os principais tratamentos são a ressecção do mesorreto, envolvendo ou não os músculos do assoalho pélvico. Em alguns casos, pode ser feita a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, para reduzir o tamanho da massa tumoral e assegurar a preservação do esfíncter, poupando o paciente da chamada colostomia definitiva.

O câncer colorretal pode ser operado por via laparoscópica, que é uma forma minimamente invasiva. “Cada vez mais, porém, percebemos que a plataforma robótica se apresenta como a opção com o maior número de benefícios associados no tratamento do câncer intestinal”, frisou Ramon Mendes, que realizou a primeira cirurgia robótica para tratamento de câncer de intestino na Bahia. A indicação da técnica para o tratamento desse tipo de tumor tem sido recorrente nos locais que contam com o robô há mais tempo. Sobretudo em situações de maior complexidade, como nos pacientes obesos e com sobrepeso e nos tumores do reto, o robô traz vantagens como a preservação dos nervos genitais e urinários. As únicas plataformas robóticas existentes no estado chegaram à Bahia no ano passado – a primeira no Hospital Santa Izabel (HSI) e a segunda no São Rafael (HSR).

A técnica robótica é uma alternativa muito mais precisa para retirada do câncer colorretal. “Podemos utilizá-las para os mesmos casos em que usamos a videolaparoscopia, com todas as vantagens da cirurgia robótica agregadas: visão tridimensional e mais nítida dão maior precisão durante o procedimento que, em geral, apresenta menos riscos de complicações e sangramentos, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente”, resumiu Ramon Mendes, que é chefe do serviço de coloproctologia do Hospital Santa Izabel, coordenador da especialidade do Hospital Cardio Pulmonar e preceptor da residência de coloproctologia do Hospital Roberto Santos.

Fonte: https://www.digabahia.com.br/paciente-com-cancer-de-intestino-luta-pela-vida/

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Cirurgia robótica aprimoram resultados do tratamento da endometriose

Dados do Ministério da Saúde revelam que uma a cada dez brasileiras tem endometriose, doença inflamatória que atinge o tecido do útero (endométrio), mas que frequentemente se expande para os ovários, a bexiga, o intestino e outros órgãos. O diagnóstico não é fácil e o tratamento pode ser medicamentoso, cirúrgico ou combinado. Lesões maiores, em geral, são retiradas cirurgicamente. Além da cirurgia convencional (aberta) e laparoscópica, existe a possibilidade de uso da tecnologia robótica que, na Bahia, está disponível há cerca de um ano e meio, com demanda crescente, devido a seus benefícios agregados. Um dos diferenciais do tratamento cirúrgico da endometriose é a atuação de equipes multidisciplinares, já que a doença afeta diferentes sistemas do corpo humano. A troca de conhecimento e experiência entre especialidades aumenta a chance de remoção total do tecido doente, sem prejudicar o funcionamento normal dos órgãos acometidos pela inflamação.

Segundo o coordenador do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), Nilo Jorge Leão, a paciente com endometriose, geralmente, sofre muito devido à demora da descoberta da doença. “O adequado diagnóstico da endometriose carece de profissionais bem preparados. A partir da confirmação da doença, é importante que ela seja tratada de modo multidisciplinar por uma equipe experiente, a fim de receber um tratamento integral completo”, afirmou. Neste contexto, o tratamento da endometriose requer a atuação de diferentes especialistas antes mesmo da cirurgia. “Tudo começa com a avaliação precisa de um ginecologista que solicita exames para fechar o diagnóstico como ultrassom e ressonância magnética. Depois, a paciente passa pela avaliação do coloproctologista e do urologista. Atuando juntos, esses profissionais ampliam a segurança e a chance de sucesso do tratamento”, resumiu o cirurgião urologista.

Cada especialista cuida de uma área específica durante o ato cirúrgico. O cirurgião ginecológico se responsabiliza pelo tratamento dos órgãos do sistema ginecológico; o coloproctologista trata as endometrioses que afetam o intestino enquanto o urologista se concentra na parte da doença que atinge a bexiga, os ureteres e outros órgão do sistema urinário. “Quando segmentamos a cirurgia em partes, otimizamos o tempo cirúrgico e obtemos melhores resultados no que tange à recuperação da paciente”, destacou o diretor do núcleo de coloproctologia do IBCR, Ramon Mendes.

Robô em ação – Associar a experiência de profissionais de diferentes áreas aos benefícios da Cirurgia Robótica – tais como a visão tridimensional ampliada em 10 vezes, melhores ergonomia e precisão dos movimentos dos cirurgiões, redução dos sangramentos, menos dor no pós-operatório e menor tempo de retorno da paciente para casa – aumenta a chance de sucesso do tratamento da endometriose. Por esta razão, cada vez mais baianas estão optando por esta modalidade cirúrgica. Em um recente balanço dos procedimentos realizados apenas pelos cinco médicos que integram o IBCR, chegou-se a um total de 214 cirurgias realizadas com o auxílio do robô desde que ele chegou aos Hospitais São Rafael e Santa Izabel. Embora a maior parte desses procedimentos (um total de 155) tenham sido coordenados pela urologia, especialidade que mais utiliza o sistema robótico em todo o mundo, o uso da tecnologia por ginecologistas e outras especialidades cresce a cada dia.

Saúde restaurada – Parte do resultado positivo da cirurgia robótica da nutricionista e estudante de pedagogia Maria Helena da Mata Mendes, 35, realizada no último dia 4, deve-se tanto à escolha da robótica como modalidade cirúrgica minimamente invasiva quanto à multidisciplinaridade. Há seis anos, a paciente passou por uma videolaparoscopia para tratamento da endometriose. Contudo, como voltou a sentir muitas dores e desconforto, recentemente procurou outros especialistas que acabaram confirmando que todo seu mal estar era decorrente da endometriose profunda. Para tratá-la, a equipe do IBCR identificou que a melhor alternativa para o caso dela seria a cirurgia robótica, que foi realizada no Hospital São Rafael.

Os médicos que a operaram, o ginecologista Marcos Travessa, o coloproctologista Ramon Mendes e o urologista Nilo Jorge Leão trabalharam juntos para devolver à paciente “a alegria de viver”, conforme ela mesma declarou. “Não senti nenhuma dor no pós-operatório e o atendimento que recebi de todos os especialistas envolvidos foi maravilhoso. Estou recuperada e me sinto muito bem”, frisou. Tanto o útero quanto os ovários de Maria Helena foram preservados para uma possível gestação futura.

Sobre a endometriose – A doença é provocada por células do tecido do útero que, ao invés de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde multiplicam-se, causando sangramentos. Os principais sintomas são dores em forma de cólica durante o período menstrual, que podem incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais; dor durante as relações sexuais; dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação; e dificuldade de engravidar (a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose).

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: laparoscopia, ultrassom, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende da realização de biópsia. A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos e fim das menstruações. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.

Fonte: https://criativaonline.com.br/cirurgia-robotica-aprimoram-resultados-do-tratamento-da-endometriose/

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Cirurgia robótica e multidisciplinaridade aprimoram resultados no tratamento da endometriose

Dados do Ministério da Saúde revelam que uma a cada dez brasileiras tem endometriose, doença inflamatória que atinge o tecido do útero (endométrio), mas que frequentemente se expande para os ovários, a bexiga, o intestino e outros órgãos. O diagnóstico não é fácil e o tratamento pode ser medicamentoso, cirúrgico ou combinado.

Lesões maiores, em geral, são retiradas cirurgicamente. Além da cirurgia convencional (aberta) e laparoscópica, existe a possibilidade de uso da tecnologia robótica que, na Bahia, está disponível há cerca de um ano e meio, com demanda crescente, devido a seus benefícios agregados. Um dos diferenciais do tratamento cirúrgico da endometriose é a atuação de equipes multidisciplinares, já que a doença afeta diferentes sistemas do corpo humano.

A troca de conhecimento e experiência entre especialidades aumenta a chance de remoção total do tecido doente, sem prejudicar o funcionamento normal dos órgãos acometidos pela inflamação. Segundo o coordenador do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), Nilo Jorge Leão, a paciente com endometriose, geralmente, sofre muito devido à demora da descoberta da doença.

“O adequado diagnóstico da endometriose carece de profissionais bem preparados. A partir da confirmação da doença, é importante que ela seja tratada de modo multidisciplinar por uma equipe experiente, a fim de receber um tratamento integral completo”, afirmou. Neste contexto, o tratamento da endometriose requer a atuação de diferentes especialistas antes mesmo da cirurgia. “Tudo começa com a avaliação precisa de um ginecologista que solicita exames para fechar o diagnóstico como ultrassom e ressonância magnética. Depois, a paciente passa pela avaliação do coloproctologista e do urologista. Atuando juntos, esses profissionais ampliam a segurança e a chance de sucesso do tratamento”, resumiu o cirurgião urologista.

Cada especialista cuida de uma área específica durante o ato cirúrgico. O cirurgião ginecológico se responsabiliza pelo tratamento dos órgãos do sistema ginecológico; o coloproctologista trata as endometrioses que afetam o intestino enquanto o urologista se concentra na parte da doença que atinge a bexiga, os ureteres e outros órgão do sistema urinário. “Quando segmentamos a cirurgia em partes, otimizamos o tempo cirúrgico e obtemos melhores resultados no que tange à recuperação da paciente”, destacou o diretor do núcleo de coloproctologia do IBCR, Ramon Mendes.

Robô em ação – Associar a experiência de profissionais de diferentes áreas aos benefícios da Cirurgia Robótica – tais como a visão tridimensional ampliada em 10 vezes, melhores ergonomia e precisão dos movimentos dos cirurgiões, redução dos sangramentos, menos dor no pós-operatório e menor tempo de retorno da paciente para casa – aumenta a chance de sucesso do tratamento da endometriose. Por esta razão, cada vez mais baianas estão optando por esta modalidade cirúrgica.

Em um recente balanço dos procedimentos realizados apenas pelos cinco médicos que integram o IBCR, chegou-se a um total de 214 cirurgias realizadas com o auxílio do robô desde que ele chegou aos Hospitais São Rafael e Santa Izabel. Embora a maior parte desses procedimentos (um total de 155) tenham sido coordenados pela urologia, especialidade que mais utiliza o sistema robótico em todo o mundo, o uso da tecnologia por ginecologistas e outras especialidades cresce a cada dia.

Saúde restaurada – Parte do resultado positivo da cirurgia robótica da nutricionista e estudante de pedagogia Maria Helena da Mata Mendes, 35, realizada no último dia 4, deve-se tanto à escolha da robótica como modalidade cirúrgica minimamente invasiva quanto à multidisciplinaridade. Há seis anos, a paciente passou por uma videolaparoscopia para tratamento da endometriose.

Contudo, como voltou a sentir muitas dores e desconforto, recentemente procurou outros especialistas que acabaram confirmando que todo seu mal estar era decorrente da endometriose profunda. Para tratá-la, a equipe do IBCR identificou que a melhor alternativa para o caso dela seria a cirurgia robótica, que foi realizada no Hospital São Rafael.

Os médicos que a operaram, o ginecologista Marcos Travessa, o coloproctologista Ramon Mendes e o urologista Nilo Jorge Leão trabalharam juntos para devolver à paciente “a alegria de viver”, conforme ela mesma declarou. “Não senti nenhuma dor no pós-operatório e o atendimento que recebi de todos os especialistas envolvidos foi maravilhoso. Estou recuperada e me sinto muito bem”, frisou. Tanto o útero quanto os ovários de Maria Helena foram preservados para uma possível gestação futura.

Sobre a endometriose – A doença é provocada por células do tecido do útero que, ao invés de serem expelidas durante a menstruação, se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde multiplicam-se, causando sangramentos. Os principais sintomas são dores em forma de cólica durante o período menstrual, que podem incapacitar as mulheres de exercerem suas atividades habituais; dor durante as relações sexuais; dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação; e dificuldade de engravidar (a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose).

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado pelos seguintes exames laboratoriais e de imagem: laparoscopia, ultrassom, ressonância magnética e um exame de sangue chamado marcador tumoral CA-125, que se altera nos casos mais avançados da doença. O diagnóstico de certeza, porém, depende da realização de biópsia.

A endometriose é uma doença crônica que regride espontaneamente com a menopausa, em razão da queda na produção dos hormônios femininos e fim das menstruações. Mulheres mais jovens podem utilizar medicamentos que suspendem a menstruação. Quando a mulher já teve os filhos que desejava, a remoção dos ovários e do útero pode ser uma alternativa de tratamento.