Cirurgia Oncológica Robótica

A Cirurgia Oncológica é uma especialidade cirúrgica que tem como objetivo o tratamento de diversos tipos de tumores seguindo os princípios oncológicos (margens de segurança adequadas, cirurgias multiviscerais e linfadenectomias apropriadas). Historicamente, as cirurgias oncológicas sempre foram realizadas através de grandes incisões. Mas com a modernização da Medicina e o surgimento de novas tecnologias, a via minimamente invasiva vem substituindo a cirurgia aberta.

Com a popularização da videolaparoscopia, vários estudos foram realizados para avaliar a segurança da sua utilização no tratamento dos mais diversos tumores. E muitos deles como os tumores de próstata, reto e endométrio já tem sua eficácia comprovada.

Com o surgimento da Robótica e com suas vantagens, essa ferramenta vem sendo cada vez mais utilizada no tratamento cirúrgico oncológico.

A Cirurgia Robótica se utiliza de uma câmera com um aumento 10x, imagem em terceira dimensão, ausência de tremores, além de um mobilidade e articulação da pinça maiores que a própria mão humana. Isso faz da cirurgia robótica uma evolução tecnológica a cirurgia laparoscópica.

Mas apesar de toda a evolução, o homem, no caso o cirurgião, continua sendo o protagonista e é ele quem determina os movimentos realizados pelo robô através de um console que fica à poucos metros de distância do paciente. Por isso, independente da via de acesso, o que determina o resultado cirúrgico é um cirurgião experiente e habilitado para uso dessa plataforma robótica, que recebe o nome de Da Vinci.

Para citar um exemplo de um dos tumores que a via Robótica pode facilitar o tratamento, temos o tumor do endométrio. Um tumor que cresce na camada interna do útero, mas pode infiltrar toda a sua parede e também se disseminar pelos gânglios linfáticos que ficam ao longo de grandes vasos sanguíneos do abdômen. Portanto, o tratamento desse tumor compreende a retirada do útero, trompas e ovários, assim como a remoção desses gânglios. O acesso a esses gânglios é facilitado pela cirurgia robótica, e com a utilização de movimentos mais delicados e precisos consegue-se uma menor taxa de conversão da cirurgia para a via aberta. Além disso, muitos desses pacientes são obesos, e também nesse cenário a robótica se torna vantajosa facilitando o acesso.

O resultado de uma via minimamente invasiva com cortes bem menores, trauma cirúrgico atenuado e delicadeza na manipulação dos tecidos é uma recuperação pós-operatória mais rápida, menor sangramento durante a cirurgia e menores índices de algumas complicações.

Em resumo, a Cirurgia Robótica é um dos maiores avanços que ocorreu na cirurgia nos últimos anos, se não o maior. Sua utilização vem sendo cada vez mais disseminada, tanto para doenças benignas quanto as malignas, e nos próximos anos, provavelmente entrará na rotina do tratamento de quase todos os tumores. Ela veio para facilitar o acesso laparoscópico, agregar precisão cirúrgica, mas mantendo o mesmo cuidado em relação ao controle oncológico.

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