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Cirurgias eletivas voltam a ser realizadas em Salvador

Com as devidas adaptações ao “novo normal”, diversas cirurgias eletivas, que estavam praticamente paralisadas nos últimos meses devido à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), voltaram a ser realizadas nos hospitais da capital baiana. Se até há pouco, apenas cirurgias de emergência estavam autorizadas, a partir dos últimos dias, procedimentos eletivos, com prioridade para os oncológicos e mais urgentes, também passaram a ser oferecidos nas redes pública e particular. Entre as medidas adotadas para dar segurança aos pacientes e profissionais, em obediência a protocolos muito bem definidos por cada unidade de saúde, destaca-se a triagem de pacientes com suspeita de Covid-19.

A redução dos atendimentos eletivos, justificada pela necessidade de dar prioridade ao tratamento da Covid-19, associada ao temor do contágio, provocou uma drástica redução no número de consultas, exames e cirurgias. O impacto disso, infelizmente, foi a morte de muitas pessoas em casa ou o agravamento de quadros de saúde pela falta da devida assistência médica. Para o coordenador do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), urologista Nilo Jorge Leão, a retomada é importante sobretudo nos casos em que a espera pode implicar em riscos para o paciente. “Há casos de pacientes uro-oncológicos, por exemplo, que não podiam mais aguardar, já que tumores tratados em estágio inicial têm chances de cura muito maiores”, frisou o especialista.

Ele admite que a pandemia de Covid-19 continua a todo vapor. “Na Bahia, ainda vivemos o platô do pico, ou seja, possivelmente já ultrapassamos o dia do maior número de casos e maior número de óbitos diários, mas ainda não estamos vivenciando um decréscimo significativo. Já existem alguns indícios de redução, mas de maneira geral, ainda há muita contaminação. Neste cenário, há muitas cirurgias eletivas atrasadas, inclusive oncológicas e cardíacas, as quais demandam celeridade no procedimento. Por esta razão, a retomada das cirurgias eletivas nos hospitais onde o IBCR atua não podia ser adiada por mais tempo”, explicou Nilo Jorge Leão.

Segurança em foco – Na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), um dos locais onde o médico trabalha, as cirurgias oncológicas pelo SUS estão a todo vapor, pois já estava havendo prejuízo no tratamento de alguns tipos de câncer. Nos hospitais privados, os casos em que o adiamento poderia causar prejuízos aos pacientes estão sendo priorizados. Em todas as unidades, há protocolos para rastreio de contágio pela Covid-19 nos pacientes que vão se submeter à cirurgia eletiva, principalmente as oncológicas.

“Nos Hospitais São Rafael, Aliança (HA) e Cardiopulmonar (HCP), ambos da Rede D’Or, por exemplo, tem sido exigido o exame RT-PCR para detecção da Covid-19, além da tomografia de tórax antes do procedimento cirúrgico. Na rede pública, não há disponibilidade desses exames para todos. O que se faz é uma triagem de sintomas e a orientação de que os pacientes façam isolamento por 14 dias antes de se submeter à cirurgia, além de testes como aferição de temperatura e anosmia (verificação de olfação). Nos casos suspeitos, o exame para detecção de Covid-19 é realizado”, explicou Nilo Jorge Leão.
O urologista e cirurgião conta, ainda, que em Hospitais como o Aliança e o Santa Izabel, as cirurgias oncológicas e outras que não podem aguardar mais do que quatro semanas estão sendo autorizadas com relativa normalidade. “Nessas unidades, a tomografia do tórax e o PCR são realizadas duas horas antes da cirurgia. Obviamente, quando o paciente testa positivo para a Covid-19, a cirurgia eletiva é adiada”, destacou.  No São Rafael, a princípio, estão sendo operados os pacientes que não podem aguardar mais do que 15 dias. Caso tivessem que aguardar mais tempo, a efetividade do tratamento poderia ficar comprometida. Vale destacar que devido à redução dos atendimentos ambulatoriais nos últimos meses, o número de cirurgias ainda está reduzido. “Não tenho dúvidas de que a demanda reprimida é grande e que nos próximos meses teremos um número crescente de procedimentos”, concluiu o médico.
Fone: http://abahiaacontece.blogspot.com/2020/07/cirurgias-eletivas-voltam-ser.html
colorretal

Março Azul-marinho alerta para o aumento de casos de câncer colorretal

Cirurgia robótica traz vantagens no tratamento da doença

A campanha Março Azul-Marinho marca a conscientização sobre o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. Cada dia mais comum e bastante agressivo quando diagnosticado tardiamente, esse tipo de tumor possui enorme ocorrência no Brasil: são mais de 35 mil casos por ano. A doença abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto (final do intestino) e ânus. É tratável e, na maioria dos casos, curável, se detectado precocemente, quando ainda não se espalhou para outros órgãos.

Uma pesquisa divulgada em 2018 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a incidência do câncer em geral deve aumentar 63% nos 20 anos seguintes, ou seja, até 2038. Para este período são estimados 1,9 milhão de casos de câncer colorretal, o terceiro mais frequente, atrás apenas do câncer de mama e pulmão. Dados do A.C. Camargo Câncer Center apontam que uma em cada 20 pessoas no mundo terá câncer de intestino durante a sua vida e que 90% dos casos são diagnosticados em pessoas com mais de 50 anos.

De acordo com o coloproctologista Ramon Mendes, diretor do núcleo de coloproctologia do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), grande parte dos tumores de intestino se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que crescem na parede do cólon e que, quando associados a modos de vida não saudáveis e predisposição genética podem, com o passar do tempo, transformar-se em câncer. “Aos 50 anos, 1/4 das pessoas desenvolve pólipos no intestino, os quais podem ser removidos durante um exame de colonoscopia, exame preventivo que deve ser realizado anualmente a partir dos 45 anos”, recomenda o médico.

Fatores de risco – Além da idade igual ou superior a 50 anos, os principais fatores que elevam o risco de desenvolver câncer do intestino são excesso de peso corporal e alimentação não saudável, ou seja, pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão excessiva de carne vermelha também aumentam o risco para este tipo de câncer.

São sintomas do câncer colorretal sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, perda de peso intensa, cansaço que não cessa, dor na região anal, cólicas ou dores abdominais. O diagnóstico requer biópsia (análise de pequeno pedaço de tecido retirado da lesão suspeita). A retirada da amostra é feita por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio).

Tratamento – O único tratamento que cura o câncer colorretal é o cirúrgico. Nos casos do câncer de cólon, o tratamento consiste em retirar o tumor, os vasos que nutrem o tumor e os linfonodos na raiz dos vasos (mesentério). Nos casos de câncer do reto, os principais tratamentos são a ressecção parcial do mesorreto, envolvendo ou não os músculos do assoalho pélvico. Em alguns casos, pode ser feita a quimioterapia e radioterapia pré-operatória, para reduzir o tamanho da massa tumoral e assegurar a preservação do esfíncter, poupando o paciente da chamada colostomia definitiva.

O câncer colorretal também pode ser operado por videolaparoscopia ou colonoscopia, ambos procedimento minimamente invasivos feito internamente com ajuda de uma câmera. A laparoscopia no geral tem uma recuperação mais rápida, com menos agressão imunológica e menos dor. Entretanto, a cirurgia robótica, uma evolução da laparoscopia, é uma alternativa ainda mais precisa para retirada dos tumores de cólon e reto.

Cirurgia robótica – “A utilização da plataforma robótica para tratamento deste tipo de câncer tem aumentado. Podemos utilizá-la para os mesmos casos em que usamos a laparoscopia, com a vantagem de que, com o auxílio do robô, a cirurgia torna-se mais precisa e nossa visão é melhor (em 3D, ao contrário do 2D da laparoscopia). Além disso, acrescenta-se a possibilidade de injetar na veia do paciente uma solução que tem propriedade de corar os gânglios linfáticos, permitindo um melhor clareamento das áreas tumorais”, explicou o coloproctologista do IBCR, Ramon Mendes.

Quanto à recuperação, a cirurgia robótica tem todas as facilidades da cirurgia laparoscópica, mas com maior precisão técnica e menor sangramento. As maiores vantagens com relação à laparoscopia são o uso de um sistema ótico estável e braços articulados, permitindo movimentação das pinças com sete graus de liberdade”, frisou o especialista.

A indicação da cirurgia robótica depende principalmente da localização do tumor, do gênero e do perfil nutricional do paciente. “Indicamos a cirurgia robótica preferencialmente para tumores localizados no reto, em homens e pessoas com sobrepeso ou obesas, ou seja, em situações onde a videolaparoscopia se torna mais difícil. Com relação ao estágio da doença, temos ampliado o uso do robô mesmo para os tumores localmente avançados”, concluiu Ramon Mendes.

Fonte: http://digabahia.com.br/marco-azul-marinho-alerta-para-o-aumento-de-casos-de-cancer-colorretal/

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Março amarelo: Paciente com endometriose comemora gravidez

Depois de um tratamento intensivo do seu quadro de endometriose profunda, Gilmara Souza Cunha conseguiu realizar o sonho da gravidez.  À espera de Giovana, a quem ela se refere carinhosamente como Gigi, a paciente sofria com cólicas “horrorosas e dolorosas” e um fluxo menstrual muito forte todos os meses. Quando recebeu o diagnóstico, ficou arrasada. Ao iniciar o tratamento, chegou a passar por um procedimento cirúrgico “mal sucedido”, mas posteriormente, acompanhada pela equipe multidisciplinar do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), ela renovou suas forças para seguir acreditando que poderia viver melhor e, ainda, ser mãe.

“Antes e depois da segunda cirurgia que, felizmente, deu certo, passei a ser acompanhada de perto não só por meu ginecologista, mas também por um proctologista, um urologista, uma fisioterapeuta pélvica e outros profissionais realmente empenhados na melhoria da minha qualidade de vida. Juntos, eles me fizeram acreditar que ‘enquanto há vida, há esperança’. Finalmente, minha filha foi gerada e hoje a espero com muita alegria e expectativas”, declarou Gilmara Cunha. Assim como a mãe de “Gigi”, cerca de 10 a 15% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) apresentam a endometriose, uma doença crônica inflamatória que se manifesta quando fragmentos de tecido do interior do útero (endometrial) não são expelidos pela menstruação e acabam migrando para outras regiões do corpo pela corrente sanguínea, tais como bexiga, trompas, ovários, intestino, apêndice, pulmão e até mesmo o cérebro, entre outros.

De acordo com o ginecologista e diretor de ginecologia do IBCR, Marcos Travessa, da mesma forma que o endométrio que está na cavidade uterina cresce como resposta aos hormônios femininos, o endométrio ectópico (localizado fora do seu local habitual) também aumenta de tamanho. “Quando está no útero da mulher que não engravidou, o endométrio se descama e sai em forma de menstruação, voltando ao seu estado normal, porém, quando esse tecido se aloja em outras partes do corpo ele não tem como sair e acaba ‘sangrando para dentro da cavidade abdominal’, gerando um quadro de dor acentuada”, explicou o médico.

Implicações – As implicações da doença são variadas e preocupantes. Uma delas é o fato da endometriose ser a principal causa de infertilidade nas mulheres. A cirurgia, independentemente da modalidade, costuma ser o melhor caminho para a paciente que quer ter filhos e não consegue por causa da endometriose. Estatísticas regionais revelam que 60% das mulheres inférteis na Bahia são portadoras da doença, principal causa de infertilidade feminina no mundo todo.

Além disso, a endometriose apresenta repercussões sociais graves. “Muitas mulheres ficam acamadas e sentem dores intensas no período menstrual. Outras tantas precisam recorrentemente ir a unidades de emergência para serem medicadas. A doença pode dificultar muito ou impedir que a mulher tenha uma vida sexual ativa, devido à dor durante a relação. Enfim, trata-se de uma doença que precisa ser muito bem tratada”, afirmou Marcos Travessa.

Vale destacar que, em algumas mulheres, a endometriose não apresenta sintomas específicos, o que pode retardar o diagnóstico. Em outros casos, porém, a paciente pode ser acometida por dores incapacitantes. Não há cura para a endometriose, mas se a mulher se submeter ao tratamento adequado, os incômodos e consequências podem ser diminuídos drasticamente, evitando, inclusive, que a paciente tenha sua capacidade fértil comprometida.

Cirurgia robótica – “No final do ano passado, operamos no Hospital São Rafael, por cirurgia robótica, uma paciente com endometriose profunda que sofria não só por sua infertilidade e obstrução do fluxo urinário, mas também pelo risco iminente de perder um rim. Eu e outros especialistas do IBCR das áreas de urologia e coloproctologia removemos com o auxílio do robô todos os focos de endometriose, da paciente que tinha o intestino e o ureter acometidos pela doença”, destacou o cirurgião ginecológico Marcos Travessa.

Segundo o médico, enquanto nos Estados Unidos, a maioria das cirurgias para tratamento da endometriose já seja feita na modalidade robótica há alguns anos, na Bahia isso só foi possível com a chegada da plataforma robótica, há exatamente um ano, quando o primeiro robô chegou ao Hospital Santa Izabel (pouco tempo depois, a tecnologia também foi adquirida pelo Hospital São Rafael). Esta modalidade cirúrgica ganha espaço dia após dia no Brasil, tornando intervenções cirúrgicas complexas cada vez mais fáceis, já que ela permite ao médico uma visão em três dimensões (3D) ampliada em 10 vezes; é marcada por movimentos mais precisos e traz menos morbidade para as pacientes que, em geral, recebem alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento.

Além de menos riscos de complicações, a cirurgia robótica, uma evolução da videolaparoscopia, caracteriza-se por menores taxas de sangramento e dor no pós-operatório e pela recuperação mais rápida. “Enquanto na cirurgia laparoscópica o cirurgião precisa segurar as pinças, na cirurgia robótica ele comanda os instrumentos remotamente, sentado, sem tremor. Além disso, somente as pinças robóticas têm rotação semelhante a um punho, o que  facilita, por exemplo, suturas muito delicadas”, detalhou o diretor de Urologia do IBCR, Leonardo Calazans.

Por: Ascom/Cinthya Brandão – Imagens ilustrativas/Reprodução/Google

Visa ilustrar de modo figurativo a Endometriose

Março amarelo: Paciente com endometriose comemora gravidez

Depois de um tratamento intensivo do seu quadro de endometriose profunda, Gilmara Souza Cunha conseguiu realizar o sonho da gravidez.  À espera de Giovana, a quem ela se refere carinhosamente como Gigi, a paciente sofria com cólicas “horrorosas e dolorosas” e um fluxo menstrual muito forte todos os meses. Quando recebeu o diagnóstico, ficou arrasada. Ao iniciar o tratamento, chegou a passar por um procedimento cirúrgico “mal sucedido”, mas posteriormente, acompanhada pela equipe multidisciplinar do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), ela renovou suas forças para seguir acreditando que poderia viver melhor e, ainda, ser mãe.

“Antes e depois da segunda cirurgia que, felizmente, deu certo, passei a ser acompanhada de perto não só por meu ginecologista, mas também por um proctologista, um urologista, uma fisioterapeuta pélvica e outros profissionais realmente empenhados na melhoria da minha qualidade de vida. Juntos, eles me fizeram acreditar que ‘enquanto há vida, há esperança’. Finalmente, minha filha foi gerada e hoje a espero com muita alegria e expectativas”, declarou Gilmara Cunha. Assim como a mãe de “Gigi”, cerca de 10 a 15% das mulheres em idade fértil (15 a 49 anos) apresentam a endometriose, uma doença crônica inflamatória que se manifesta quando fragmentos de tecido do interior do útero (endometrial) não são expelidos pela menstruação e acabam migrando para outras regiões do corpo pela corrente sanguínea, tais como bexiga, trompas, ovários, intestino, apêndice, pulmão e até mesmo o cérebro, entre outros.

De acordo com o ginecologista e diretor de ginecologia do IBCR, Marcos Travessa, da mesma forma que o endométrio que está na cavidade uterina cresce como resposta aos hormônios femininos, o endométrio ectópico (localizado fora do seu local habitual) também aumenta de tamanho. “Quando está no útero da mulher que não engravidou, o endométrio se descama e sai em forma de menstruação, voltando ao seu estado normal, porém, quando esse tecido se aloja em outras partes do corpo ele não tem como sair e acaba ‘sangrando para dentro da cavidade abdominal’, gerando um quadro de dor acentuada”, explicou o médico.

Implicações – As implicações da doença são variadas e preocupantes. Uma delas é o fato da endometriose ser a principal causa de infertilidade nas mulheres. A cirurgia, independentemente da modalidade, costuma ser o melhor caminho para a paciente que quer ter filhos e não consegue por causa da endometriose. Estatísticas regionais revelam que 60% das mulheres inférteis na Bahia são portadoras da doença, principal causa de infertilidade feminina no mundo todo.

Além disso, a endometriose apresenta repercussões sociais graves. “Muitas mulheres ficam acamadas e sentem dores intensas no período menstrual. Outras tantas precisam recorrentemente ir a unidades de emergência para serem medicadas. A doença pode dificultar muito ou impedir que a mulher tenha uma vida sexual ativa, devido à dor durante a relação. Enfim, trata-se de uma doença que precisa ser muito bem tratada”, afirmou Marcos Travessa.

Vale destacar que, em algumas mulheres, a endometriose não apresenta sintomas específicos, o que pode retardar o diagnóstico. Em outros casos, porém, a paciente pode ser acometida por dores incapacitantes. Não há cura para a endometriose, mas se a mulher se submeter ao tratamento adequado, os incômodos e consequências podem ser diminuídos drasticamente, evitando, inclusive, que a paciente tenha sua capacidade fértil comprometida.

Cirurgia robótica – “No final do ano passado, operamos no Hospital São Rafael, por cirurgia robótica, uma paciente com endometriose profunda que sofria não só por sua infertilidade e obstrução do fluxo urinário, mas também pelo risco iminente de perder um rim. Eu e outros especialistas do IBCR das áreas de urologia e coloproctologia removemos com o auxílio do robô todos os focos de endometriose, da paciente que tinha o intestino e o ureter acometidos pela doença”, destacou o cirurgião ginecológico Marcos Travessa.

Segundo o médico, enquanto nos Estados Unidos, a maioria das cirurgias para tratamento da endometriose já seja feita na modalidade robótica há alguns anos, na Bahia isso só foi possível com a chegada da plataforma robótica, há exatamente um ano, quando o primeiro robô chegou ao Hospital Santa Izabel (pouco tempo depois, a tecnologia também foi adquirida pelo Hospital São Rafael). Esta modalidade cirúrgica ganha espaço dia após dia no Brasil, tornando intervenções cirúrgicas complexas cada vez mais fáceis, já que ela permite ao médico uma visão em três dimensões (3D) ampliada em 10 vezes; é marcada por movimentos mais precisos e traz menos morbidade para as pacientes que, em geral, recebem alta hospitalar no dia seguinte ao procedimento.

Além de menos riscos de complicações, a cirurgia robótica, uma evolução da videolaparoscopia, caracteriza-se por menores taxas de sangramento e dor no pós-operatório e pela recuperação mais rápida. “Enquanto na cirurgia laparoscópica o cirurgião precisa segurar as pinças, na cirurgia robótica ele comanda os instrumentos remotamente, sentado, sem tremor. Além disso, somente as pinças robóticas têm rotação semelhante a um punho, o que  facilita, por exemplo, suturas muito delicadas”, detalhou o diretor de Urologia do IBCR, Leonardo Calazans.

Fonte: https://midiabahia.com.br/marco-amarelo-paciente-com-endometriose-comemora-gravidez/

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“Dezembro Laranja” alerta para prevenção do câncer de pele, em especial o melanoma cutâneo

Grande estudo epidemiológico realizado no Brasil sobre a demografia dos pacientes diagnosticados revela tendência de crescimento da doença

Compreender a epidemiologia do câncer de pele-melanoma no Brasil e avaliar tendências temporais de incidência e mortalidade relacionadas à doença foram os objetivos do trabalho “Assinatura de melanoma no Brasil: epidemiologia, incidência, mortalidade e lições de tendências de um país de população mista continental nos últimos 15 anos”, levantamento realizado recentemente por grandes especialistas no assunto. Os dados apresentados no estudo revelam uma tendência de elevação da incidência da doença no Brasil e no mundo, razão pela qual ações como as desenvolvidas durante a campanha “Dezembro Laranja” revelam-se fundamentais para a prevenção.

Segundo o oncologista André Bouzas, cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), muita gente sabe que é preciso evitar a exposição solar em excesso, especialmente nos horários de pico, e que “a prevenção principal se dá por meio do uso de protetor solar com filtro (principalmente), bonés, chapéus e outros meios de impedir a incidência direta dos raios do sol sobre a pele. A importante campanha ‘Dezembro Laranja’ está aí para reforçar essas informações, mas mesmo assim, muitos se descuidam, expondo-se ao sol sem proteção, em qualquer horário e por muito tempo”, frisa.

Além da falta de cuidados preventivos, outro fator que explica o avanço do melanoma cutâneo é o envelhecimento populacional, já que a idade é um fator de risco relevante. O número de novos casos de melanoma no mundo está aumentando devido ao envelhecimento da população e às altas taxas específicas de melanoma em idosos. Isso está acontecendo no Brasil, que possui uma das populações mais jovens do mundo, com idade média de 29 anos, “o que nos leva a prever que a maioria dos casos de melanoma está por vir”, destacou o especialista.

O câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no mundo inteiro, considerando homens e mulheres. Contudo, o tipo mais agressivo deste tipo de tumor, foco do estudo, é o melanoma cutâneo. Os dados sobre a doença foram levantados a partir de registros hospitalares de câncer, registros de câncer de base populacional e Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade. Na pesquisa, foram avaliados 28.624 pacientes com melanoma, a maioria do sexo feminino (51,9%), branca (75%) e com estágio I ou II (53,2%) da doença.

O estudo, que mostra que o melanoma cutâneo está aumentando globalmente, aponta que no Brasil, a partir de 2000, as incidências em homens e mulheres começaram a subir e houve uma duplicação adicional das taxas de incidência, que passou de 2,52 para 4,84 em homens e de 1,93 para 3,22 por 100 mil mulheres. “Apesar dos dados nacionais serem preocupantes, o Brasil está longe da Austrália e Nova Zelândia, onde foram relatadas taxas de incidência de 40 a 60 casos por 100 mil habitantes”, disse André Bouzas. O médico destacou, ainda, que a principal razão para essa “pseudoepidemia” de melanoma cutâneo no mundo é o aprimoramento de critérios e técnicas de diagnóstico, que permitem que os melanomas sejam reconhecidos com mais precisão e em estágios iniciais.

Dados epidemiológicos – A população brasileira foi formada por uma mistura de três raízes ancestrais diferentes – ameríndios, europeus e africanos – resultando em uma grande variabilidade da pigmentação da pele. A epidemiologia, incidência e mortalidade de melanoma nessa população heterogênea são pouco descritas na literatura a respeito de dados nacionais. A distribuição de etnia/cor da pele dos casos de melanoma é composta por 75% de brancos, 21,9% de pardos, 2,4% de pretos e 0,7% de amarelos/indígenas. A maioria dos pacientes (53,2%) foi diagnosticada com estágio I ou II (melanoma localizado), 20,6% no estágio III e 26,1% no estágio IV.

Em relação à topografia, o melanoma primário foi diagnosticado no tronco (27,1%), seguido pelos membros inferiores/quadris (26,2%), cabeça e pescoço (19%) e membros superiores/ombros (14%). Mais de 50% dos casos representavam pacientes com ensino fundamental incompleto e 77,1% de todo o grupo foi encaminhado pelas unidades do sistema público de saúde para centros de atendimento terciário.

Dados de organizações privadas de gestão em saúde mostraram que 41,7% dos melanomas foram auto-descobertos pelos pacientes; os profissionais de saúde detectaram 29,9% e outros 27%. Outra informação relevante é que o principal componente no atraso no diagnóstico do melanoma estava relacionado ao paciente, pois apenas uma pequena parte dos pacientes sabia que o melanoma era um câncer de pele grave e a maioria pensava que a lesão pigmentada não era importante, causando um atraso na procura de assistência médica. “O conhecimento deficiente da população sobre melanoma e o diagnóstico incorreto de lesões suspeitas também contribuem para atrasos no diagnóstico e longos tempos de espera para assistência médica”, frisou André Bouzas.

Fonte: http://www.jornalimpacto.com.br/noticias/conteudo/dezembro-laranja-alerta-para-prevencao-do-cancer-de-pele-em-especial-o-melanoma-mais-agressivo/56323

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“Dezembro Laranja” alerta para prevenção do câncer de pele, em especial o melanoma cutâneo, o tipo mais agressivo

Grande estudo epidemiológico realizado no Brasil sobre a demografia dos pacientes diagnosticados revela tendência de crescimento da doença

Compreender a epidemiologia do câncer de pele-melanoma no Brasil e avaliar tendências temporais de incidência e mortalidade relacionadas à doença foram os objetivos do trabalho “Assinatura de melanoma no Brasil: epidemiologia, incidência, mortalidade e lições de tendências de um país de população mista continental nos últimos 15 anos”, levantamento realizado recentemente por grandes especialistas no assunto. Os dados apresentados no estudo revelam uma tendência de elevação da incidência da doença no Brasil e no mundo, razão pela qual ações como as desenvolvidas durante a campanha “Dezembro Laranja” revelam-se fundamentais para a prevenção.

Segundo o oncologista André Bouzas, cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), muita gente sabe que é preciso evitar a exposição solar em excesso, especialmente nos horários de pico, e que “a prevenção principal se dá por meio do uso de protetor solar com filtro (principalmente), bonés, chapéus e outros meios de impedir a incidência direta dos raios do sol sobre a pele. A importante campanha ‘Dezembro Laranja’ está aí para reforçar essas informações, mas mesmo assim, muitos se descuidam, expondo-se ao sol sem proteção, em qualquer horário e por muito tempo”, frisa.

Além da falta de cuidados preventivos, outro fator que explica o avanço do melanoma cutâneo é o envelhecimento populacional, já que a idade é um fator de risco relevante. O número de novos casos de melanoma no mundo está aumentando devido ao envelhecimento da população e às altas taxas específicas de melanoma em idosos. Isso está acontecendo no Brasil, que possui uma das populações mais jovens do mundo, com idade média de 29 anos, “o que nos leva a prever que a maioria dos casos de melanoma está por vir”, destacou o especialista.

O câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no mundo inteiro, considerando homens e mulheres. Contudo, o tipo mais agressivo deste tipo de tumor, foco do estudo, é o melanoma cutâneo. Os dados sobre a doença foram levantados a partir de registros hospitalares de câncer, registros de câncer de base populacional e Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade. Na pesquisa, foram avaliados 28.624 pacientes com melanoma, a maioria do sexo feminino (51,9%), branca (75%) e com estágio I ou II (53,2%) da doença.

O estudo, que mostra que o melanoma cutâneo está aumentando globalmente, aponta que no Brasil, a partir de 2000, as incidências em homens e mulheres começaram a subir e houve uma duplicação adicional das taxas de incidência, que passou de 2,52 para 4,84 em homens e de 1,93 para 3,22 por 100 mil mulheres. “Apesar dos dados nacionais serem preocupantes, o Brasil está longe da Austrália e Nova Zelândia, onde foram relatadas taxas de incidência de 40 a 60 casos por 100 mil habitantes”, disse André Bouzas. O médico destacou, ainda, que a principal razão para essa “pseudoepidemia” de melanoma cutâneo no mundo é o aprimoramento de critérios e técnicas de diagnóstico, que permitem que os melanomas sejam reconhecidos com mais precisão e em estágios iniciais.

Dados epidemiológicos – A população brasileira foi formada por uma mistura de três raízes ancestrais diferentes – ameríndios, europeus e africanos – resultando em uma grande variabilidade da pigmentação da pele. A epidemiologia, incidência e mortalidade de melanoma nessa população heterogênea são pouco descritas na literatura a respeito de dados nacionais. A distribuição de etnia/cor da pele dos casos de melanoma é composta por 75% de brancos, 21,9% de pardos, 2,4% de pretos e 0,7% de amarelos/indígenas. A maioria dos pacientes (53,2%) foi diagnosticada com estágio I ou II (melanoma localizado), 20,6% no estágio III e 26,1% no estágio IV.

Em relação à topografia, o melanoma primário foi diagnosticado no tronco (27,1%), seguido pelos membros inferiores/quadris (26,2%), cabeça e pescoço (19%) e membros superiores/ombros (14%). Mais de 50% dos casos representavam pacientes com ensino fundamental incompleto e 77,1% de todo o grupo foi encaminhado pelas unidades do sistema público de saúde para centros de atendimento terciário.

Dados de organizações privadas de gestão em saúde mostraram que 41,7% dos melanomas foram auto-descobertos pelos pacientes; os profissionais de saúde detectaram 29,9% e outros 27%. Outra informação relevante é que o principal componente no atraso no diagnóstico do melanoma estava relacionado ao paciente, pois apenas uma pequena parte dos pacientes sabia que o melanoma era um câncer de pele grave e a maioria pensava que a lesão pigmentada não era importante, causando um atraso na procura de assistência médica. “O conhecimento deficiente da população sobre melanoma e o diagnóstico incorreto de lesões suspeitas também contribuem para atrasos no diagnóstico e longos tempos de espera para assistência médica”, frisou André Bouzas.

Fonte: http://digabahia.com.br/dezembro-laranja-alerta-para-prevencao-do-cancer-de-pele-em-especial-o-melanoma-cutaneo-o-tipo-mais-agressivo/

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“Dezembro Laranja” alerta para prevenção do câncer de pele, em especial o melanoma cutâneo, o tipo mais agressivo

Grande estudo epidemiológico realizado no Brasil sobre a demografia dos pacientes diagnosticados revela tendência de crescimento da doença 

Compreender a epidemiologia do câncer de pele-melanoma no Brasil e avaliar tendências temporais de incidência e mortalidade relacionadas à doença foram os objetivos do trabalho “Assinatura de melanoma no Brasil: epidemiologia, incidência, mortalidade e lições de tendências de um país de população mista continental nos últimos 15 anos”, levantamento realizado recentemente por grandes especialistas no assunto. Os dados apresentados no estudo revelam uma tendência de elevação da incidência da doença no Brasil e no mundo, razão pela qual ações como as desenvolvidas durante a campanha “Dezembro Laranja” revelam-se fundamentais para a prevenção.

Segundo o oncologista André Bouzas, cirurgião do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), muita gente sabe que é preciso evitar a exposição solar em excesso, especialmente nos horários de pico, e que “a prevenção principal se dá por meio do uso de protetor solar com filtro (principalmente), bonés, chapéus e outros meios de impedir a incidência direta dos raios do sol sobre a pele. A importante campanha ‘Dezembro Laranja’ está aí para reforçar essas informações, mas mesmo assim, muitos se descuidam, expondo-se ao sol sem proteção, em qualquer horário e por muito tempo”, frisa.

Além da falta de cuidados preventivos, outro fator que explica o avanço do melanoma cutâneo é o envelhecimento populacional, já que a idade é um fator de risco relevante. O número de novos casos de melanoma no mundo está aumentando devido ao envelhecimento da população e às altas taxas específicas de melanoma em idosos. Isso está acontecendo no Brasil, que possui uma das populações mais jovens do mundo, com idade média de 29 anos, “o que nos leva a prever que a maioria dos casos de melanoma está por vir”, destacou o especialista.

O câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no mundo inteiro, considerando homens e mulheres. Contudo, o tipo mais agressivo deste tipo de tumor, foco do estudo, é o melanoma cutâneo. Os dados sobre a doença foram levantados a partir de registros hospitalares de câncer, registros de câncer de base populacional e Sistema Nacional de Informações sobre Mortalidade. Na pesquisa, foram avaliados 28.624 pacientes com melanoma, a maioria do sexo feminino (51,9%), branca (75%) e com estágio I ou II (53,2%) da doença.

O estudo, que mostra que o melanoma cutâneo está aumentando globalmente, aponta que no Brasil, a partir de 2000, as incidências em homens e mulheres começaram a subir e houve uma duplicação adicional das taxas de incidência, que passou de 2,52 para 4,84 em homens e de 1,93 para 3,22 por 100 mil mulheres. “Apesar dos dados nacionais serem preocupantes, o Brasil está longe da Austrália e Nova Zelândia, onde foram relatadas taxas de incidência de 40 a 60 casos por 100 mil habitantes”, disse André Bouzas. O médico destacou, ainda, que a principal razão para essa “pseudoepidemia” de melanoma cutâneo no mundo é o aprimoramento de critérios e técnicas de diagnóstico, que permitem que os melanomas sejam reconhecidos com mais precisão e em estágios iniciais.

Dados epidemiológicos – A população brasileira foi formada por uma mistura de três raízes ancestrais diferentes – ameríndios, europeus e africanos – resultando em uma grande variabilidade da pigmentação da pele. A epidemiologia, incidência e mortalidade de melanoma nessa população heterogênea são pouco descritas na literatura a respeito de dados nacionais. A distribuição de etnia/cor da pele dos casos de melanoma é composta por 75% de brancos, 21,9% de pardos, 2,4% de pretos e 0,7% de amarelos/indígenas. A maioria dos pacientes (53,2%) foi diagnosticada com estágio I ou II (melanoma localizado), 20,6% no estágio III e 26,1% no estágio IV.

Em relação à topografia, o melanoma primário foi diagnosticado no tronco (27,1%), seguido pelos membros inferiores/quadris (26,2%), cabeça e pescoço (19%) e membros superiores/ombros (14%). Mais de 50% dos casos representavam pacientes com ensino fundamental incompleto e 77,1% de todo o grupo foi encaminhado pelas unidades do sistema público de saúde para centros de atendimento terciário.

Dados de organizações privadas de gestão em saúde mostraram que 41,7% dos melanomas foram auto-descobertos pelos pacientes; os profissionais de saúde detectaram 29,9% e outros 27%. Outra informação relevante é que o principal componente no atraso no diagnóstico do melanoma estava relacionado ao paciente, pois apenas uma pequena parte dos pacientes sabia que o melanoma era um câncer de pele grave e a maioria pensava que a lesão pigmentada não era importante, causando um atraso na procura de assistência médica. “O conhecimento deficiente da população sobre melanoma e o diagnóstico incorreto de lesões suspeitas também contribuem para atrasos no diagnóstico e longos tempos de espera para assistência médica”, frisou André Bouzas.

Assessoria de Imprensa: Cinthya Brandão

Fonte: https://reconcavonoar.com.br/dezembro-laranja-alerta-para-prevencao-do-cancer-de-pele-em-especial-o-melanoma-cutaneo-o-tipo-mais-agressivo/

Dr.-Ramon-Mendes

Técnica robótica: da Bahia para a Argentina

O coloproctologista-cirurgião Ramon Mendes, um dos diretores do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR), representou bem a Bahia na 3ª Jornada de Coloproctologia e 2ª Sessão Oncológica de Câncer Colorretal realizadas em Rosário, na Argentina, nos dias 5 e 6 de dezembro. No evento, o médico apresentou duas abordagens inovadoras para o tratamento de câncer de reto, através de duas cirurgias transmitidas ao vivo diretamente para o auditório onde se reuniam os participantes do evento científico. Nas apresentações teóricas sobre os procedimentos, o especialista demonstrou as vantagens da técnica robótica. Nesta modalidade cirúrgica, o cirurgião opera através de um console, espécie de joystick, com uma série de recursos que incluem a visualização em três dimensões e a ampliação da imagem do campo cirúrgico em alta definição, o que permite a visualização de microestruturas e a filtragem de tremores das mãos, fundamental para procedimentos de longa duração.

O IBCR foi lançado em Salvador em junho deste ano com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre a cirurgia robótica, a fim de difundir a tecnologia e torná-la acessível ao maior número possível de pacientes. Para isso, o instituto oferece proctorias voltadas para a qualificação, orientação e suporte de médicos interessados em operar com o auxílio do robô Da Vinci, tecnologia que representa a forma mais moderna de abordagem cirúrgica minimamente invasiva.

Fonte: https://almabaiana.com.br/tecnica-robotica-da-bahia-para-a-argentina/

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Primeira cirurgia robótica pediátrica da Bahia foi realizada com sucesso

A primeira cirurgia robótica pediátrica da Bahia foi realizada no Hospital Santa Izabel na última quarta-feira (6). A garota de apenas quatro anos foi a paciente de menor peso a ser submetida a uma cirurgia robótica no Norte-Nordeste desde a chegada do robô Da Vinci à região.

Com o auxílio da tecnologia, a equipe capitaneada pelo urologista-cirurgião Nilo Jorge Leão retirou um tumor de seis centímetros localizado em uma área super delicada da glândula supra-renal da pequena paciente. A operação, que durou uma hora e meia, foi um sucesso e emocionou o médico, por diferentes razões.

“O caso mexeu muito comigo. Para começar, a garota linda e saudável tem a idade da minha filha mais velha”, declarou o urologista-cirurgião, coordenador do Instituto Baiano de Cirurgia Robótica (IBCR). O fato do tumor se localizar próximo à veia cava, a principal do corpo humano, preocupava a equipe médica. “Se o procedimento fosse feito da maneira convencional, seria necessário fazer uma grande abertura do tórax e do abdome, o que acarretaria um pós-operatório com muita dor e bastante risco de sangramento”, contou o médico.

No entanto, com a plataforma robótica, apenas pequenas incisões foram feitas e, devido a todas as vantagens agregadas à plataforma robótica, a cirurgia de apenas uma hora e meia foi bem-sucedida. “Prova disso é que a alta foi dada com 24 horas”, celebrou Leão.

Outro motivo que fez o caso ser especial para o médico está relacionado ao seu histórico familiar, já que o seu pai Nilo Leão, presente no procedimento, foi pioneiro na urologia pediátrica no Norte-Nordeste e o seu avô, Jorge Bahia, pioneiro na cirurgia pediátrica da Bahia, sendo diretor do Hospital Martagão Gesteira e um dos fundadores do Grupo de Apoio à Criança com Câncer da Bahia. “Muito me orgulha a honra de carregar o nome de ambos e de ser o primeiro cirurgião a realizar uma cirurgia robótica pediátrica na Bahia. Tudo o que queria era curar aquela princesinha e deixá-la bem. Espero que sua recuperação seja muito rápida e sei que a utilização da técnica robótica em muito contribuirá para isso”, declarou Nilo Jorge Leão.

BENEFÍCIOS
Conhecida como Da Vinci, a ferramenta tecnológica utilizada pela primeira vez para tratar uma criança na Bahia funciona através de um console, com uma série de recursos que incluem a visão tridimensional e mais nítida, ampliada em dez vezes quando comparada à cirurgia convencional aberta. A filtragem de tremores das mãos dão ao médico mais precisão durante o procedimento.

Além disso, a utilização do robô representa menos riscos de complicações, menores taxas de sangramento, menor dor no pós-operatório e recuperação mais rápida para o paciente. “A impressão que temos é a de que colocamos a cabeça dentro do corpo humano, o que nos permite enxergar todas as estruturas nobres de maneira precisa, amplificada e tridimensional”, detalhou Nilo Jorge Leão.

Fonte: Bahia Notícias